Nos últimos anos esta frase ficou comum – “O Brasil vai virar uma Venezuela”. Sempre que alguém do governo tem seus objetivos contrariados, ela volta como forma de ameaça. Antes de se assustar com tais ameaças, vamos analisar e comparar alguns números entre os dois países.

            O Brasil está entre as principais economias do mundo, com uma população de mais de 210 milhões e a Venezuela conta com cerca de 28 milhões de habitantes. Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), um dos principais indicadores da riqueza de um país, o Brasil tem uma grande vantagem, mesmo com a queda acentuada registrada no governo atual e agravada pela pandemia. A economia da Venezuela é menor do que a dos principais Estados brasileiros.

            Portanto do ponto de vista econômico não faz nenhum sentido fazer tal comparação, muito menos as do Ministro Paulo Guedes, que diz “o Brasil pode virar uma Venezuela sem reformas ou controle de gastos”, e que ele está preocupado em não empurrar o Brasil para o caminho errado. Uma fala interessante para um governo totalmente perdido, sem uma proposta clara de desenvolvimento econômico e social. No momento não temos um projeto de longo prazo para o crescimento da indústria, o meio ambiente está abandonado e com o negacionismo em relação a importância das vacinas o setor de turismo será duramente afetado.
Em relação à política, infelizmente seguimos os passos dos venezuelanos. Quando o governo procura calar seus opositores e passa a interferir nos demais poderes. A existência de uma oposição livre é uma requisito para a manutenção da democracia.

            Um governo preocupado com o bem estar da população não deveria fazer ameaças e sim apresentar propostas claras para unir o País em busca de um objetivo comum, no entanto ficam preocupados com discussões inúteis relacionadas a esquerda ou direita, numa busca interminável de conflitos políticos, infelizmente depois de tanto tempo não perceberam que a eleição passou e que é preciso governar para todos.

Quanto a Venezuela, fique tranquilo, precisaremos ainda de vários governos desastrosos para chegar lá. A esperança é que a população desperte antes do desastre e comece a participar de forma ativa, exigindo uma postura coerente de todos os governantes.

Moisés Correia Jr.

 

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