A nossa dificuldade em lidar com o vírus começa quando ainda não encontramos uma palavra adequada para definir o que precisamos fazer. Como temos medo ou achamos muito forte o seu real significado preferimos o termo em inglês, quem sabe “lockdown” espante o Coronavírus, afinal confinamento é muito forte.
Lockdown é simplesmente uma medida de emergência ou condição na qual as pessoas são temporariamente impedidas de entrar ou sair de uma área durante uma ameaça de perigo, mas é bom fingir que não entendemos muito bem, afinal na escola paramos no verbo to be e estas palavras inglesas são estranhas.

É muito melhor decretar um lockdown, a população poderia não aceitar o confinamento, ainda mais que muitos têm a certeza que o vírus nem existe, afinal todos vão morrer um dia. Chegamos numa situação complicada e não sabemos como sair dela.

Deixa isso pra lá e vamos nos preocupar com a vida que segue e aproveitar o primeiro sábado da fase vermelha (a mais restritiva do Plano SP), afinal temos muitas coisas para fazer.

Para começar vou abastecer o carro, comer algo rápido na loja de conveniência, comprar gás, água mineral. Não posso esquecer de passar na padaria e comprar alguns pães e bolos. Na quitanda para garantir as frutas e legumes do final de semana. Um pouco de carne no açougue, uma rápida passagem na feira livre, não encontrei todos os produtos na quitanda.

A lista é grande, ainda falta a ração do cachorro no AgroPet, remédios na Farmácia, deixar algumas roupas na lavanderia. Comprar uma chave de fenda na loja de material de construção, passar na banca de jornal e ir ao chaveiro. Levar o celular na assistência técnica e ainda fazer um jogo da mega-sena na Lotérica.

Não posso esquecer de passar no supermercado, na adega para garantir as bebidas do churrasco de domingo. Espero que sobre um tempo para descansar, afinal à noite quero ir à igreja.

Viver em lockdown não é fácil, ainda bem que a Academia de Ginástica está fechada, poderia ser perigoso, é melhor seguir todas as regras do isolamento social para evitar a propagação do vírus.

 

Moisés Correia Jr.

 

 

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