As vezes tenho vontade de fugir para longe, longe das coisas que me atormentam e eu não consigo resolver. Falta inteligência emocional, falta ser mais racional, falta amadurecimento, autoconhecimento? Não sei, isso é tão complexo!

A questão é que eu as carrego em minha mente.

Não quero ir muito longe, não quero me afastar demais dos que eu amo, do aconchego, do conforto e carinho da família e amigos, pessoas queridas.

Queria ficar um pouco distante apenas, me encolher, ficar quieta, chorar o tanto que tiver vontade, me esvaziar de mim mesma, esgotar todos os sentimentos ruins.

Infelizmente, eles são monstros que se alimentam da minha tristeza, quanto mais choro e angústia, mais eles crescem.

Talvez por isso algumas pessoas tomam remédios para dormir. Como não conseguem fugir dos pensamentos, os apagam. Porém, quando acordam eles estão lá novamente, as vezes com menor intensidade, foram afogados no sono profundo e involuntário. Outras vezes mais latentes e assim as pessoas buscam outras formas de sumir com eles, na bebida, na falsa felicidade, etc.

O antídoto é ficar onde estou e enfrentá-los, mas estou sem forças, estou fraca para isso hoje. Amanhã, quem sabe, reagirei.

 

Mari Lira

 

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